Minha História no Alfa

Escrever minha História

18/03/2018 - Fernando Martinhago

Medicina UFMS

Fernando Martinhago

Ano de 2009 - A minha história remonta ao ano de 2007 (leia até o final kkk), onde a ideia de fazer medicina surgiu. Em 2008 resolvi prestar o vestibular da Unioeste. Até então só tinha ouvido falar do Alfa, e chegando para fazer o vestibular, na saída da prova recebo um panfleto falando do cursinho pré vestibular – e também dos 24 aprovados em medicina em 2007 –, na hora falei comigo: vou vir estudar aqui! No mesmo ano de 2008 fui a Cascavel com o André, um grande amigo irmão que a vida me deu e que me ajudou muito desde o início de tudo. Chegando no Alfa, fiz minha matrícula. E em 2009, no dia 9 de março começou minha caminhada, que nunca imaginei que seria longa. Vindo de uma cidade pequena, crescido numa família com recursos limitados, mas com boa educação e respeito que aprendi com meus pais, cheguei em Cascavel com a cara e a coragem. Comecei aquele ano de cursinho, fui apresentado ao professor João, diretor do Alfa com quem conversei o primeiro dia antes de entrar em sala de aula e hoje é uma das pessoas mais importante da minha vida. Primeira aula, era de Física, com o saudoso Professor Samuel (um verdadeiro mestre educador). Já de cara não entendia NADA! mas a caminhada se estendeu até meio do ano quando resolvi desistir, e conversando com um grande amigo meu, também chamado João, hoje médico, disse para mim: não desista, continue, se vc conseguir ficar até o final do ano estudando, você não para mais. E foi o que eu fiz, continuei! Chegou fim do ano, não passei em nada! Bati na trave? Nem perto! Mas não desanimei. Falei comigo que ano que vem eu passo kkk. Ano de 2010 - No integral todos estavam estudando para segunda fase da Unioeste (isso em janeiro), e eu estudando também, mas não pra segunda fase, e sim com o livro um de física do poliedro. Dizendo pra mim que eu ia aprender física! Detalhe, o Professor Estevão lembra disso até hoje! Iniciando o ano de 2010, comecei o cursinho novamente, agora já não tinha mais o pensamento de desistir. Terminei esse ano e nada novamente. Ano de 2011 - Entrou 2011, a história se repetiu, mas eu continuei firme em meu propósito de ser médico. Pois esse ano era o terceiro de cursinho, e a fase de aprender a estudar já havia passado, portanto, eu tava no lucro, pois eu estava acumulando conhecimento. Ano de 2012 - Era já o quarto ano de cursinho, em 2012. Nesse ano, lembro-me que foquei muito, mergulhei nos livros de cabeça, já estava num nível muito melhor do que eu havia chegado ali. Contudo, infelizmente, ainda não deu, e lá se vai mais um ano. Cabeça erguida, e ano que vem eu passo kkkkk. Ano de 2013 - Início de aulas, eu não estava muito bem psicologicamente, isso devido ao cansaço. Fui a sala do professor João, que como um verdadeiro pai, me encaminhou para a psicóloga do alfa, e assim continuei mais um ano. Metade do ano passei por uma cirurgia, tive que tirar a vesícula. Fiquei sozinho no hospital HU, pois meus pais não tinham dinheiro para vir me ver, mas eu sempre com muita fé em Deus, acreditando que dias melhores viriam. Essa cirurgia agradeço ao meu amigo, hoje Dr. Jean (que também fez cursinho comigo kkkk) que conseguiu agilizar pra mim. Depois de um mês voltei para o cursinho. Findou o ano de 2013, fiquei próximo de entrar, mas não aconteceu. Ano de 2014 - Em 2014 já muito cansado, desisti do cursinho, mas não desisti da medicina. Deu metade do ano voltei pro alfa para fazer o semi. Fui prestar a Unioeste, e fui muito bem no primeiro dia de prova, praticamente gabaritei, e devido a ansiedade, eu não consegui dormir para o outro dia de prova, e acabou que não consegui, novamente! Já se passaram seis anos! Ano de 2015 - Dessa vez larguei tudo, fui trabalhar de garçom, e comecei a estudar para concurso público, e que devido a boa bagagem dos anos de cursinho, passei no DEPEN Federal. Continuei prestando ENEM, todos os anos, mas já não estudava mais, pois estava muito cansado (mas eu não tinha desistido). Ano de 2016 - Não estudei, e nem quis saber de cursinho, porém, comecei a dar aula de física e matemática pra ganhar uma graninha (lembra que lá atrás eu tava sozinho revendo um livro de física? pois é!). E final de ano, mais uma vez, lá fui eu fazer o ENEM kkkk. Ano de 2017: Já tava cansado de tudo, fui fazer engenharia civil, e quando meu grande amigo Willian soube, ele deu risada e me disse: não adianta você ir fazer, não é o que você quer. E ele estava certo, pois não deu meio ano de faculdade eu larguei. Entretanto, esse ano foi um ano legal, voltei a estudar devido ao incentivo e apoio da minha namorada, a qual me ajudou de forma ímpar e tenho gratidão eterna por ela. Metade desse ano, com a nota do ENEM do ano anterior, eu fiquei por um para ser chamado na UFMS de Três Lagoas, deixei meus documentos prontos, porém, não fui chamado, e também não desisti! Chega a prova do ENEM de 2017, mas aí eu já não fui sem estudar, como eu tinha os cadernos e materiais do alfa, estudei com eles. Nesse final de ano de 2017, por meio do Facebook, descobri que teria vestibular da UFMS de Campo Grande, cuja prova seria em janeiro. Pois bem, não falei pra ninguém dessa prova, exceto meus pais e minha namorada, fui e fiz a prova, mais uma vez, mais um ano, e mais uma prova. Ano de 2018 - Bem, Esse ano sem sombra de dúvidas foi um ano especial, pois fui chamado em Medicina numa Federal, na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul! O melhor dia da minha vida, pois todos os anos passados, de sofrimento, de não ter dinheiro para pagar aluguel, e tampouco para comer direito, tudo isso ficou pra trás e eu vi que todo meu esforço valeu a pena. Todos esses anos que se foram, onde recebi tantas críticas por conta da idade, por conta de não ser abastado financeiramente, tudo isso e todas as pessoas que não acreditaram em mim, fazem parte do passado. Passaram-se quase DEZ ANOS, sem que eu desistisse, e assim eu pude estar na sala do Professor João e dizer: Professor, eu passei, vim lhe dizer meu Muito Obrigado, muito obrigado por ter acreditado em mim, por nunca ter desistido, mesmo eu ter parado de fazer cursinho, mas nunca parado de estudar. Professor João olha pra mim e diz: você é como eu, você nunca desiste! Hoje, estou estudando na UFMS, no meu primeiro ano de Medicina, realizando meu sonho, e muito grato a Deus por tudo. Aos meus pais, ao Professor João, aos meus amigos de cursinho (a maioria médicos hoje), a todos que me ajudaram nesses anos, e aos meus professores, verdadeiros mestres, cuja gratidão é eterna e imensurável, e onde não acho palavras para verbalizar tamanha gratidão, eu só tenho a dizer: meu muito obrigado!

17/03/2018 - Renata jakeline jarschel

Medicina - UFMS

Renata jakeline jarschel

Não tenho palavras para agradecer essa equipe. O Alfa realmente é mais que um colégio. Literalmente aprendi tudo sobre esse universo de vestibular nesse lugar, mas aprendi também algo muito importante para minha vida: cada um tem sua hora. Frustração por não almejar o que deseja é normal , porém desistir de um sonho por causa disso não é . Fiquei muito tempo no alfa ( muito mesmo) e pude notar que as pessoas em minha volta, a maioria, desanimavam com cada resultado negativo, compreensível. No entanto, outras pessoas aproveitam esses resultados para se dedicarem mais e tirar disso aproveito para melhorarem. Então confesso que nos primeiros anos de cursinho não fiz isso, porque na verdade eu entrava em desespero. Contudo com o tempo me aproximei muito da equipe alfa . Tio Luiz, acreditava no meu potencial e tentava sempre me estimular para acreditar também . As meninas da recepção, todas, são maravilhosas e ótimas conselheiras ( Ale,Cris,Noilma,Ane). As tias também são -muitas saudades delas. Enfim, minha experiência no alfa agregou muito na minha vida tanto como estudante( porque "matéria dada é matéria estudada" na faculdade também) e como pessoa. Hoje sou mais confiante, determinada e realizada devido o que eu passei no alfa. Apenas quero ressaltar que dificuldades sempre vamos ter mas supera-las é o que vai nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Desejo a todos que estão no alfa esse ano boa sorte nessa caminhada, não desanimem , se isso ocorrer vão lá na recepção dar um oi para as meninas ou para as tias. Eu realmente acredito que o alfa ajuda os seus alunos em todos os aspectos e só procura-los. E venham para UFMS é muito boa kkk....e vocês terão o prazer de usar cartola com minha assinatura kkkk -tradição dos calouros de MED.

13/03/2018 - Nicole Schneider

Medicina - Unioeste Francisco Beltrão 2018

Nicole Schneider

Quando depois de toda a loucura dos anos de cursinho a gente pisa na universidade e cai a ficha de que estamos alí e nosso sonho ta nas nossas mãos, tudo o que fazemos é olhar pra trás, agradecer e ver que valeu MUITO a pena. Comigo não foi diferente. Em 2016, quando entrei no alfa, todos os sentimentos do universo caíram sobre mim: o medo, a insegurança, a ansiedade, o desespero.... Seguir uma rotina insana de estudos pode ser (e é) assustadora no início. Sentar numa cadeira por 12/14/16 horas em um dia, estudando e me dedicando pra alcançar o meu objetivo não foi fácil, entrar no ritmo foi extremamente desafiador, mas não existe satisfação maior que ver o nome na lista de aprovados. Eu, nesses dois anos de cursinho, abdiquei de muitas coisas pra ter tempo de assistir todas as aulas, ir a todas as revisões, resolver todos os exercícios, fazer todas as provas e simulados possíveis e tirar todas as minhas dúvidas. Com o apoio dos professores do alfa, da minha família, amigos e toda a coordenação do cursinho, eu comecei a ver os resultados chegando. Ouvi muita gente me chamar de louca, sem juízo, entre outras coisas quando, com um ano no alfa, passei no vestibular de medicina da FAG e decidi não cursar. Estabeleci uma meta de um ano pra passar no vestibular em uma universidade pública. Em 2017, entrei no alfa e sentei pra assistir aquelas aulas como se nunca tivesse visto alguma antes, pra estudar como se eu não soubesse nada do conteúdo, resolver os exercícios (muitas vezes que já sabia de cabeça as respostas) novamente, sanar todas as dúvidas que me restassem. Corri atrás das matérias que sabia que eram um impecilio pra minha aprovação, fiz algumas aulas particulares pra acelerar um pouco meu aprendizado mas sem enlouquecer ou entupir minha agenda com aulas e outras atividades: ESTUDAR é o mais importante, ninguém passa só assistindo as aulas (acho que só por sorte). Acreditem em mim: uma hora o resultado chega! E com ele toda a angústia e a sensação de tempo “perdido” no cursinho vão embora. Eu passei 9 vezes em medicina, atingi meu objetivo de passar na UNIOESTE porque não saí da fila. Escutem o Joãozinho quando ele diz que a fila anda e uma hora sua vez chega. Escutem o Kiolo quando ele diz que você não é menor que o seu sonho. ACREDITEM EM VOCÊS MESMOS, estabeleçam metas, estejam abertos a novidades, conselhos!! Desliguem-se daquilo que te puxa pra baixo, e confiem: sua hora também vai chegar! Eu só tenho a agradecer todos os dias a todas as pessoas que passaram pela minha vida e me auxiliaram, de uma forma ou de outra, a passar no vestibular. Agradeço especialmente ao alfa, por ter me ensinado a estudar de verdade, ao Joãozinho por não me deixar sair da fila, ao tio Luiz por ajudar a aguentar a barra e a pressão, aos meus professores que fizeram das tripas coração pra transmitirem todo o conhecimento e aos meus pais e amigos que aguentaram minhas crises de estresse! Sem todo esse apoio, eu não sei como estaria hoje. Hoje (12/03) foi meu primeiro dia de aula no curso de Medicina na Unioeste, e se você tem um objetivo maior, acredite nele e amanhã será pra você como hoje foi pra mim- um sonho realizado. Fag verão 2016 Fag inverno 2017 Fag verão 2017 Puc inverno 2017 Puc verão 2017 Fadep inverno 2017 Fadep verão 2017 Integrado 2017 Unioeste Francisco Beltrão 2018

01/03/2018 - Felipe Carnaval Chitolina

MEDICINA -UEM

Felipe Carnaval Chitolina

Entrei no alfa sem o mínimo de noção a respeito de pré-vestibular, não tinha ideia de como estudar, muito menos para quais universidades iria prestar a prova para o curso de meu sonho: MEDICINA. Nos primeiros meses preferi estudar em casa, mas logo percebi que o ambiente “não era apropriado”( existiam diversas distrações ), pra ter uma noção um dia estava com fome e resolvi fazer pizza Obs:fiz a massa e tudo (perdi quase a tarde inteira).Em casa eu estudava somente as matérias de meu interesse ( Matemática e Física) o resto dava uma “lambusada”. Nunca tive muitas dificuldades com os conteúdos das matérias que menos gostava, porém percebi que para ser aprovado precisaria saber mais do que o concorrente que estava a meu lado. Decidi ir estudar a tarde no colégio! Comecei ficando até 5:30 no colégio, mas isso não durou 2 dias, não porque sou vagabundo, mas porque fui assaltado enquanto esperava meu pai na esquina em frente a Badotti. Por medo comecei a ficar até as 11 horas estudando no colégio !!! Simulados, fiz todos. Monitorias, fui em todas. Mas isso não foi o suficiente para eu ser aprovado em MED em 2016. A maior frustração foi a nota de corte da UFPR na primeira etapa 60,001 e quanto eu tirei ? 60 !!!!!!!!! Na UNIOESTE não fui muito bem, no ENEM também não, passei somente na FAG, mas não era exatamente o que eu queria. Aquele não era meu ano. Em 2017 ( meu primeiro ano de cursinho) comecei afundado nos livros desde o primeiro dia, as aulas nem tinham começado e eu lá no integral estudando. Estudei firme o ano todo! No meio do ano fiz os vestibulares da UEM,UEPG e FAG denovo fui aprovado somente na FAG, mas não era o que eu queria. Estudei mais, decidi saber todos aqueles chatos detalhes, pois era isso que iria fazer a diferença (pois já tinha uma grande noção da base e deveria aprofundar mais ). No final do ano a primeira prova que fiz foi a da UFPR, nela não passei nem pra segunda fase a nota de corte 61, quanto tirei ? Os mesmos 60!!! Mas por ai beleza, era só a primeira de muitas! Fiz a UNIOESTE, não passei!!! Acertei 142 no ENEM, mas o TRI me pegou de jeito, minha nota ficou muito baixa e não dava pra passar na UNIOESTE de cascavel. Pelo ENEM passei na UFRR, muito longe pra mim. Fiz a FAG denovo e , novamente, fui aprovado. Fiz as provas da UEM e da UEPG no mesmo dia em Umuarama e imagina, PASSEI NAS DUAS. Nesse ano de 2018 eu tenho o orgulho de poder dizer QUE SOU CALOURO DA UEM, por meu esforço e apoio de meus familiares ( meu pai, minha mãe, meu irmão) que sempre me acompanharam em todas as viagens e “empreitadas” que resolvi enfrentar. FELIPE CARNAVAL CHITOLINA

29/01/2018 - Amanda Rodrigues de Souza

Medicina UFPR

Amanda Rodrigues de Souza

Eu não sei desde quando eu quero fazer medicina. Mas esse era o meu maior sonho. E sonho não se troca. E aos 15 anos entrei no semi noturno do Alfa, indo e voltando todo dia da minha pequena cidade, Ubiratã, descobri o grande abismo entre a minha educação pública e o sonho de ter meu nome na lista de aprovados de medicina. Tendo enfrentado a perda de meu pai dois meses antes de começar o cursinho e o segundo ano matutinamente paralelo ao cursinho noturno em minha cidade enfrentava uma exaustiva viagem onde desde o primeiro simulado tinha ficado claro que o ano seria decisivo para uma vindoura aprovação. No primeiro vestibular, UEPG, a realidade bateu e percebi que a restrição da distância tinha que ser derrubada se quisesse algum resultado e comecei a frequentar o integral aberto de quinta a tarde, mesmo que isso me custasse mais de duas horas de viagem em ônibus de linha e pesarosos gastos de alimentação e passagem, mas com o apoio do Tio Luiz notei que meu esforço não seria em vão. Com a chegada do último semestre, de 2016, e as respectivas aprovações começou o desespero nato de um vestibulando em perceber que você está em uma fila na qual parece estar em último. Com a chegada dos vestibulares de verão e o recesso escolar comecei a pegar a van das 05:00 da manhã e, sem poder frequentar as aulas da manhã, acabava estudando nas salas abertas até que de tarde pudesse encontrar algum professor, sempre atencioso, pelo corredor para tirar dúvidas da matéria. No último dia de inscrição, com muita insistência do Tio Luiz, acabei ne inscrevendo na UFPR (pois tinha medo do resultado ruim) e para minha surpresa semanas depois estaria entre os selecionados para a segunda fase. Acabei dividindo o tempo da segunda etapa com o vestiba da UNIOESTE e sentia uma notória falta de conteúdo para enfrentar ambas as provas. Por fim, minha confiança desabou com um zeramento em uma das 5 redações da UFPR e a falta de aprovações, mesmo tendo dedicado muito tempo para a redação e tendo um desempenho ótimo messe quesito pela UNIOESTE, eu tinha zerado no vestibular que eu desejava o medo do último ano e a incerteza de continuar com o meu sonho estavam ao meu lado. Na última hora de aula do último dia consegui uma bolsa para ficar mais um ano no Alfa, mas ainda era um caminho tortuoso. Não tinha condições financeiras, mas a minha vida está carregada por anjos e logo eu conheci vários, sem condições para pagar nem minha alimentação, precisando de ajuda para encontrar onde morar, obtive ajuda de onde menos conhecia, mas ela foi passo importante para minha aprovação e com essa mentalidade me mudei para a cidade de Cascavel e para a unidade Central Park com a certeza de que estava fazendo a escolha correta. Passei a estudar doze horas por dia. Dividia meu tempo com o terceiro ano do ensino médio, cursinho e a saudade de casa. Naquele momento comecei a notar um ritmo de estudo inigualável que se passa todo dia no integral e a eficiência de tirar dúvidas no momento que ela surge. Seguia o plano de estudos e não perdia uma revisão de sábado. Saia do Alfa apenas 19:00, hora que começava minha aula no colégio público. Com tudo isso ainda faltava muito pra eu conseguir a tão esperada vaga para universidade. Começava a entrar em pânico nos simulados por uma pressão demasiada que eu mesmo colocava. Então Continue com o apoio pedagógico da Noilma, estudava no domingo das oito da manhã às nove da noite para conseguir vencer minha carga horária, mas faltava a confiança para confirmar meu nome na lista. A luta continuava com um avanço na dedicação e impondo mas tempo possível nos estudos. No simulado do Alfa mais importante pra mim, modelo UFPR, tive a infeliz surpresa de não ter sido classificada para a próxima etapa; afinal o que faltava para eu melhorar no vestibular que eu tanto almejava ? A resposta veio na frase que eu sempre repetia para o professor Felipe "eu tenho que passar esse ano" a teimosia e a falta de opção em ficar mais um ano em Cascavel começou a dar resultado quando no meio de 2017 fiz UEPG de inverno e, mesmo zerando matemática (o que demonstrava um longo caminho pra percorrer) obtive o nono lugar da estadual e a certeza de que conseguiria mais se mantivesse o ritmo. Os problemas financeiros e o tempo persistiam como um inimigo silencioso. Comecei a treinar as discursivas de minhas específicas no integral com ajuda dos professores de química e biologia enquanto dividia os poucos minutos restantes da minha agenda com a matemática básica complementando com o Plus de matemática. Com a aprovação da FAG de verão corroborei que o caminho estava correto, mas o peso da prova e o medo da UFPR começaram a ser um problema. Comcei a fazer, diariamente, resoluções das provas anteriores e tentando decifrar a banca. No dia da primeira prova o apoio do diretor Joãozinho e dos professores até a entrada da sala me fez decidir que aquela seria a prova que me colocaria dentro da universidade, verdadeiramente, não lembro da resolução, porém, sai de lá com a sensação de dever cumprido. Depois da primeira fase bem sucedida tinha como obstáculo as próprias lembranças e o medo da repetição de uma segunda frase fracassada. Cheguei no Super com a certeza que a federal seria a opção para a aprovação a Noilma novamente me ajudou com o material para eu seguir nas aulas até o final. Na segunda fase, mais calma, dei o máximo possível mas errei no tempo e acabei tropeçando na redação e sai, novamente, chorando da sala de prova com medo de um novo zeramento. Porém, como prova do esforço de um ano inteiro focado nisso química e biologia tornaram-se fácil. Amarguei uma nova reprovação na INTEGRADO, o que me deixou desolada, enquanto a prova da UEPG me trouxe um oitavo lugar. Os meses contaram e a aprovação na minha amada Universidade Federal do Paraná chegou e dessa vez com um quarto lugar cotista. Não há maneiras de descrever como é a sensação de conseguir a vaga que eu desejava, porém, com dois anos de Alfa descobri que cada aprovação representa um colégio que se dedica ao aluno. Finalmente, agradeço às dificuldades que eu enfrentei pois elas me tornaram fortes e vejo o quanto um colégio forte torna o aluno forte. O Alfa não mudou apenas minha jornada, mas minha descendência.

23/12/2017 - Sthefanny J Klein Ottoni Guedes

Medicina - UNIOESTE

Sthefanny J Klein Ottoni Guedes

Minha trajetória no Alfa começou no Ensino Médio. O fato das aulas serem dadas por professores do cursinho fazia toda a diferença, uma vez que desde cedo recebi dicas e informações valiosas. No 3º ano do ensino médio o estudo continuou, mas foi intensificado. As aulas da manhã eram retomadas por meio de leitura e de exercícios, das 14h as 22h. Além disso, houve um acompanhamento com a direção - principalmente com o Tio Luiz - para análise dos simulados e dos vestibulares. Meu foco era passar em Medicina em uma universidade pública, mas, infelizmente, ele não foi alcançado de forma integral - uma vez que só fui aprovada na FAG. Em 2017, iniciei meu primeiro ano de cursinho com o objetivo de ser aprovada em Medicina na Unioeste. Sendo assim, no decorrer do ano, percebi que ainda havia muita coisa para aprender e muito conteúdo pra relembrar. Comecei com calma, respeitando meus limites e estabelecendo o melhor jeito para eu fixar as matérias - e fui intensificando isso de  modo gradual. Participei de todas as aulas e revisões de sábado, resolvi exercícios diariamente no integral e tirei minhas dúvidas com os professores, que sempre buscaram insistir no meu aprendizado, independente do número de vezes que teriam que explicar. Além disso, continuei o acompanhamento com o tio Luiz, que sempre afirmava que 2017 era o meu ano e que ele acreditava muito na minha capacidade. No entanto, descobri no meio do ano que o vestibular da UFPR e o vestibular da UNIOESTE teriam datas coincidentes, o que, inicialmente não me afetou, visto que a UNIOESTE era meu maior foco. Todavia, ainda assim, realizei o vestibular da UFPR  e passei para a segunda fase. Durante o período entre a 1ª e a 2ª fase da UFPR, eu sofri muito, porque eu realmente não sabia se iria fazer UNIOESTE - meu grande objetivo -, já que a Federal apresentava um maior número de vagas e uma concorrência consideravelmente menor. Então, conversei com o tio Luiz e com o professor João - o qual me garantiu que eu tinha potencial para ser aprovada no vestibular da UNIOESTE e que eu deveria optar por aquela universidade que eu realmente queria - , desse modo, confiei na minha capacidade e decidi prestar o vestibular da UNIOESTE. E, para a minha alegria e da minha família, realizei meu sonho: FUI APROVADA EM 2º LUGAR GERAL DA UNIVERSIDADE DO OESTE DO PARANÁ! Agora,  só me resta agradecer a todos os meus professores e a toda equipe Alfa pelo apoio, pelo estímulo e pela dedicação.

28/11/2017 - Heittor Eduardo Tulio

Direito - PUC/PR

Heittor Eduardo Tulio

Bom, entrei no Alfa dia 1º de março de 2016 e fiquei até 1º de novembro de 2017. Bom, no início eu estava muito perdido, não sabia o que eu realmente estava fazendo ali. Lembro até hoje que a primeira aula minha no Alfa foi de língua portuguesa, uma terça-feira à noite. Eu cheguei sem um objetivo. Não sabia ainda que profissão seguir, talvez advogado, talvez médico, talvez jornalista. Profissões completamente distintas. Pois bem, fiz testes vocacionais e conclui que o que eu queria era o direito. É a área que mais se encaixa comigo. Os meses foram passando, veio os simulados e notei que minhas pontuações não estavam nada boas. Lembro que fui falar com a Noilma. Ela elaborou um plano de estudos para mim seguir à risca. Mas eu estava em dúvida ainda sobre qual universidade focar. Foi aí que comecei a procurar cursos de direito no site do MEC onde as notas eram boas. Pra mim não adiantava estar em uma universidade, seja ela pública ou privada, onde a qualidade do curso seria ruim. Veio o primeiro vestibular, PUC. Era no inverno, em junho. Fiz a prova mas sabia que não teria um resultado bom. Ainda não me sentia preparado. Saiu o resultado e fiquei nas chamadas complementares, bem atrás. Veio o vestibular da UFPR, minha nota de corte estava muito acima do que eu esperava. Não obtive sucesso. Logo após a UFPR sentei com meus responsáveis e pedi se eu poderia fazer mais um ano de Alfa, só que dessa vez de manha e integral à tarde. Meu avós concordaram. Entrei no Alfa em 2017 com foco em três grandes vestibulares, PUC, UFPR e ENEM. Lembro que tive varias decepções no início, aquilo era muito pra mim. Livros, tarefas, fórmulas e simulados. Não me sai bem nos simulados mas continuei seguindo em frente. Lembro que após alguns vestibulares que eu fiz somente para testes mesmo, como a prova de med da FAG e UEPG. Vi que meus resultados não foram tão satisfatórios, fui conversar com o tio Luiz. Tio Luiz me disse que eu deveria continuar em frente. Esquecer o que passou e focar nos próximos. Comecei a me aproximar da professora Sônia, uma pessoa que foi e será sempre uma mãe do Alfa pra mim. Tanto a Sônia quanto o Xuxu começaram a me ajudar nessa caminhada até as provas seguintes. Chegou o dia, PUC de verão. Fui pra prova com a certeza de aquela seria a minha prova. Ao término da prova fui conversar com o Joãozinho que disse que agora era esperar. Que o melhor eu tinha dado. Focar na UFPR e no Enem. Eu tava feliz, achei que tinha me saído bem na prova da PUC, mas não queria criar expectativas (se bem que eu estava criando muitas). Saiu o resultado da primeira chamada, fui conversar com a Alessandra, uma pessoa que eu sou muito grato por tudo. Um baque, meu nome não estava lá. Eu não havia conseguido. Faltavam 5 dias pra prova da UFPR e eu não sabia mais o que fazer. Fiquei mal pra caramba. Chegou o dia da UFPR, será que essa era então a minha prova? Que decepção, eu não havia conseguido fazer a prova. Tudo deu errado. Voltei pra Cascavel (estava em Curitiba) com uma sensação horrível, como contar que deu tudo errado? E agora? Contei pra professora Sônia o que havia acontecido, ela me disse que não era pra ser. De tanta coisa que havia dado errado antes da prova, talvez estavam me livrando de um pesadelo, de algo que pra mim seria pior. Chegou quarta-feira, fui contar para o Kiolo o que havia acontecido. Nunca mais esquecerei às palavras dele: Essa prova não era pra você. Acredita. Você é maior que os seus sonhos. Logo logo tem nova chamada da PUC. Essa talvez seja a sua faculdade. Naquele mesmo dia sai fui para o integral, tentei esquecer os últimos acontecimentos. Comecei a estudar, faltavam 5 dias para o ENEM. Eram 18:20 da tarde de 1º de novembro de 2017 quando a Alessandra entrou no integral gritando pra mim: Heittor vamos lá, você passou!. Eu levantei da cadeira e segui ela, eu estava totalmente sem reação, não acreditava. Vi meu nome na lista dos aprovados e ali a ficha caiu. Uma felicidade tão grande tomou conta de mim. Eu tinha passado. Na hora contei para a Sônia, para o Xuxu e para o Kiolo. Eu não estava conseguindo acreditar. Pois bem, eu passei. Muitos acharam errado eu querer uma particular ao invés de uma pública. Nessa minha escolha, eu prezei pela qualidade que o curso de direito da PUC tem. Eu nem entrei e já estou amando. Agora é a hora de partir, me despeço dessa escola que foi minha casa o longo de todos esses meses. Os professores e colegas foram minha família por mais de 1 ano. Eu sou muito grato por tudo que o Alfa fez por mim, por trilhar comigo essa caminhada. Ao professor Joãozinho que eu nunca mais esquecerei os conselhos. Tio Luiz que sentirei muitas saudades, foi um tiozão pra mim. A Noilma, a primeira pessoa que me estendeu a mão quando eu cheguei. A Alessandra que esteve comigo nos piores e nos melhores momentos. A toda equipe pedagógica. Aos mestres, Alexandre, Panda, Sóstenez, Kiolo, Barreto, Claudinei, Herlon, Marcelo Guerreiro, Oli Soares, Robert, Lina, Rodrigo, Santana, Maurício, Fabiano, Thiagão, Marcioh, Estevão. Aos professores das revisões e monitorias que sempre estiveram ali para o que eu precisasse. Professores Souza, Lauderi, Helder, Kiko, Leandro, Evi, Josimar e Vladimir. Aos que tive a honra de conhecer pouco em sala de aula, Fabrício, Jackson, Lúcio, Javer e Che. E claro, o casal que foi como pais para mim e jamais esquecerei eles: Xuxu e Sônia. A todos esses eu apenas quero dizer, obrigado. Uma palavra tão simples mas com um significado tão grandioso. E é essa palavra que eu quero enfatizar para todos vocês. Obrigado por terem sido os melhores, os mais capacitados e os mais incríveis professores. Obrigado pela recepção, pela acolhida, pelo aprendizado, pelas monitorias, pelas revisões, por estarem sempre lá na entrada e saída de cada prova, pelas dúvidas tiradas nos corredores entre uma aula e outra. Obrigado por acreditarem no potencial dos seus alunos, por darem o máximo de si, por trocarem muitas vezes a oportunidade de estarem com suas famílias para estarem com seus alunos em sala de aula. Obrigado por fazerem parte da minha vida. Enfim, obrigado por serem os melhores! HEITTOR EDUARDO TULIO Novembro de 2017

11/09/2017 - Carlos Renato Filho

MEDICINA UFPE

Carlos Renato Filho

Minha história no Alfa Beltrão começa antes mesmo de existir um Alfa em Beltrão. 2015 foi um ano complicado pra mim. Tinha acabado de desistir depois de três anos de faculdade, e depois de 10 anos longe, fui ir morar com meu pai. Nesse primeiro ano de cursinho, por vários motivos (dentre eles: metodologia diferente de ensino falta de uma sala adequada de estudos, indisposição de alguns professores, problemas pessoais dentro e fora de casa que tiravam minha vontade de estudar), acabei estudando muito pouco. Mantive uma rotina de estudos até maio, e depois disso, não peguei mais nos livros. Eu realmente não me sentia preparado no final do ano, e o resultado foram certos: não alcancei nenhuma segunda fase, nem consegui nenhuma vaga pelo SISU. Fiquei acabado, pois era mais um ano perdido em minha vida. Então, ao saber dos meus resultados, minha mãe me ligou por telefone e disse “Fica tranquilo, estamos com você! Se nada der certo esse ano, ouvi dizer que vai abrir uma escola nova muito boa aqui, chama Alfa, acho que você poderia vir pra cá fazer cursinho!”. A princípio eu estava bem descrente. Então, chegou março, e as aulas começaram. Mais um ano de batalha, de sacrifício. Assim que entrei na escola e vi todas as frases motivadoras nas paredes já senti que aquele era um lugar acolhedor. Entrei na sala, escolhi um lugar, olhei pra frente e pensei “Esse ano vai!”. Resolvi deixar de brincar, encarei aquilo realmente de frente. Muito café, muito estudo. Chegava no integral às 14h e saía no mínimo às 20:30 todo dia, e sentia que realmente eu estava aprendendo muito. Minha organização fazia toda a diferença: eu tinha uma agenda que usava pra anotar os conteúdos das aulas e as dúvidas, e saber exatamente o que estudar à tarde. Então, no final da primeira semana de aula, a Rose foi à sala pra falar sobre os horários de estudo, e no quanto era importante se organizar daquela forma. Resolvi tentar, marquei um horário e fui me encontrar com ela. Lembro como se fosse hoje da bronca que eu tomei “Meu Deus, você tá estudando muito pouco!” e ela mudou meus horários de estudos para até às 22h todos os dias. Mas eu nunca obedeci (desculpa Rose!). Acredito que o mais importante nesse ponto seja a qualidade do seu estudo, não a quantidade. Se em 6h você conseguir resolver todos os exercícios da matéria do dia, tirar suas dúvidas, resolver o Eleva +, não tem por que se arrastar e se torturar. O mais importante nesses momentos é focar em manter a mente tranquila. E era o que eu fazia. Os simulados são muito importantes nesse ponto para avaliar se o seu método de estudos está dando resultados, e, felizmente, meus resultados nos primeiros foram muito bons, o método do Alfa estava fazendo toda a diferença! A princípio, por ser uma pessoa fechada, eu não tinha muitos amigos, conversava com poucas pessoas. Meus momentos de descanso eram todos em casa, com a minha família, que sempre me apoiaram e me ajudaram muito. No vestibular da FAG, no entanto, fiz várias amizades que trago comigo até hoje. Com certeza esse apoio me dava à força que eu precisava pra continuar. Além, é claro, de todo o carinho da Rose, que sempre tinha uma palavra de apoio e de força pra dar quando eu precisava. Então, comecei a colher os resultados: fui aprovado na primeira chamada da FAG! Nossa, eu nem acreditava no que estava acontecendo. Minha primeira aprovação em medicina, graças ao Alfa, à Rose, ao apoio da minha família e dos amigos, e à Bruna. Não falei dela ainda, mas ela é a pessoa mais especial desse mundo, e é também um dos presentes que o Alfa me deu! Ela me colocou nos eixos, me dava bronca sempre que eu precisava me distraía nos momentos difíceis e me acompanhava nos vestibulares. Não tinha como deixar de fora desse depoimento. Enfim, depois da FAG, permaneci estudando tanto quanto antes. Mesmo com todo o cansaço, chegava ao integral às 14h e saía às 21h. Não estava mais rendendo tanto, mas não me deixava desistir. (In)Felizmente, no final de julho, chegou uma notícia: a lista de espera em que eu estava desde janeiro finalmente rodou até o meu nome e eu fui chamado! Aprovado em Medicina na UFPE – Recife. Eu não queria abandonar o ano todo de evolução e estudo no Alfa, mas acabei decidindo me mudar e iniciar o curso. Hoje estou em Recife, mas minha caminhada ainda não acabou! No final do ano pretendo realizar todos os vestibulares que eu conseguir pra poder voltar pra perto de casa, e tenho certeza que tudo que eu vier a conseguir, é devido a esse lugar maravilhoso que me acolheu tão bem nesse ano! Por fim, quero prestar minha homenagem à Rosecler! Essa mulher é a alma do Alfa Beltão! Sinceramente, sinto como se ela fosse uma grande mãe preocupada com todos os seus filhos dentro da escola. Ela vive nossas emoções: as boas e as ruins. Sempre que alguém precisa, pra um abraço ou uma bronca, ela está lá, e eu tenho certeza que todo o sucesso que o colégio está por alcançar em Francisco Beltrão, é devido ao coração gigante dessa diretora! MUITO OBRIGADO A TODOS QUE PARTICIPAM E PARTICIPARAM COMIGO DESTA CAMINHADA! ROSE, BRUNA, MAURYCIO, PABLO, KAWAN, PROFESSORES, MÃE, TIOS, PRIMOS E MUITOS OUTROS QUE NÃO CABEM NUMA PEQUENA LISTA, VOCÊS SÃO O MOTIVO DO MEU SUCESSO!

15/08/2017 - Ivan M. Jorge

Medicina - Unicesumar

Ivan M. Jorge

Sobre o Alfa. Há um certo lugar no centro de Cascavel que merece um destaque especial. A razão disso é o fato de ter marcado a vida de muita gente sob a forma de um período transitório que antecede os tempos da faculdade, ou seja, o agente que alavanca o ingresso no meio universitário. Estou falando do curso e colégio ALFA. Posso dizer que minha gratidão para com essa instituição é das grandes, pois ela não só me deu a bagagem necessária para obter a aprovação, mas também me ensinou muito sobre o ser humano, em especial sobre a pluralidade da personalidade das pessoas e seu comportamento sob um ambiente de pressão. Posso dizer que aprendi muito nos 3 anos e meio que ali permaneci e sei que levarei para o resto da vida muito do aprendizado e vivência que aquele lugar me proporcionou. A frase que melhor define o Alfa é “ordem pelo caos”: é um lugar que lida o tempo inteiro com um fluxo incessante e transitório de estudantes, precisando se adaptar constantemente para manter o merecido record de aprovações que tanto se orgulha em ostentar. Até 2012, o Alfa era algo na minha vida que se limitava a diversos relatos alheios. Em 2012, quando ainda estava no final da minha última graduação tive o primeiro contato com o “Universo Alfa” por meio de um cursinho para concursos que eu fazia no Alfa Junior por alguns poucos meses. Em 2013, retornei para o cursinho para concursos, mas dessa vez, no lendário Alfa Plazza. Foi ali que comecei a me inserir de vez nesse universo, o que eu tomei como algo inevitável, pois ao final daquele ano finalmente decidi pela medicina (decisão que infelizmente adiei por muitos anos). A partir de 2014, eu era de fato um aluno Alfa, estudante de cursinho pré-vestibular e aspirante da tão sonhada medicina: realidade compartilhada por muitos ali. Sempre estudei na unidade Central Park. Após isso, minha vida deu uma guinada completamente positiva, pois me adaptei a esse inusitado ambiente em questão de semanas. Naquele início de 2014, era tudo novo ... eu estava de fato fascinado (até hoje não entendo como tem gente que reclama tanto ...). Um espaço não muito amplo, no geral apertado, mas sempre dinâmico e movido por fluxos incessantes: alunos e alunos jogando conversa fora nas 3 cantinas, filas para tirar xerox no Karl, filas para chorar as mágoas no saudoso tio Luiz, alguém fazendo planos na sala da Noilma, gente definindo viagens no departamento da K&K, olhares de desdém, cabeças baixas nas cabines do integral e conversas de corredor sobre algo engraçado de algum professor. Aí entra outro traço característico do Alfa que eu já tinha uma noção antes mesmo de estudar ali: no Alfa existe um culto aos professores. Ali o profissional da educação é um ser digno de valor, quase uma celebridade. Os professores são de fato a engrenagem da eficiência da instituição e envolvem personalidades diversas e inusitadas, tal como o pragmático Barreto, o cômico Maurício, o animadíssimo Clazão, o objetivo Estevão e o temperamental Fabiano. Em uma sala no primeiro andar, tudo é comandado e fiscalizado por um enérgico homenzinho que viu a instituição crescer: Joãosinho... Todos esses ingredientes constituem o corpo do Alfa, um microcosmo do mundo lá fora (que muitas vezes parece inacessível para muitos dos que ali dentro estão kkk). 3 anos e meio de minha vida foram passados “enclausurado” ali. Posso dizer que sim, fui feliz ali. Isso se deve ao fato de que defini um objetivo de vida, uma meta, e via aquele lugar como um alicerce para alcançá-la. 2014 foi o deslumbre, era tudo novo e a reação foi muito positiva (apesar da surra que levei de conteúdos que eu não via há mais de 5 anos). Em 2015 já comecei a engrenar mais e entender como se estuda, apesar de me ver bastante desgastado pela convivência intensa com semelhantes dentro do lugar (todos ali estão apreensivos e ávidos para conquistar um sonho). Em 2016 comecei a ficar apto para lutar por uma vaga, apesar de ter que me isolar consideravelmente. 2017 chegou e tudo pareceu equilibrado como nunca, o ambiente parecia mais harmônico que nos dois anos anteriores e comecei a engrenar ainda mais os estudos. Só não imaginava que não chegaria a sequer completar o ano ali. Quando menos esperava, a Unicesumar resolveu encerrar meu período de cursinho. De fato, a aprovação chegou no meio do ano e tive que me despedir desse lugar. Sim, o Alfa foi um marco na minha vida e vai deixar muitas saudades. Portanto, venho por meio dessas linhas, expressar minha gratidão a todos os professores, coordenadores e funcionários que constituem esse fascinante lugar. Aprendi muito ali e nunca esquecerei o que o período em que estive ali representou em minha vida. Esse lugar reúne muita história e muita energia: por mais de 20 anos, pessoas ali sonharam, sofreram, choraram e acreditaram ... depois viram que tudo valeu a pena. É essa a grande questão da vivência no Alfa: acreditar que tudo um dia valerá a pena. De fato valerá ... mas desde que não haja desistência. Dessa forma registro aqui o meu “muito obrigado”. !!!

31/07/2017 - Jonatan Rinaldi

Medicina FAG e Acafe

Jonatan Rinaldi

Minha história no ALFA Francisco Beltrão começa em Março de 2017. Lembro que foram difíceis as primeiras semanas, principalmente até eu me adaptar ao ritmo dos estudos que o Alfa propõe. Como nunca gostei de ficar preso a horários restritos não fiz plano de estudos. Porém, não significa que deixava de estudar, pelo contrário na verdade, organizei um método próprio e acho que cada um deve descobrir o seu, caso não esteja conseguindo seria muito bom ir falar com a Rosecler, tenho certeza que ela não deixa ninguém na mão. Infelizmente os vestibulares não são fáceis, por isso tive que me abster de diversas coisas para conseguir manter o foco até o dia da prova. Geralmente estudava 6 horas por dia, mas chegava até a 9 horas diárias, pois dependia do número de exercícios que eu resolvia e falando nisso SEMPRE fazia mais exercícios do que os professores pediam, matérias como Física, Matemática, História , Geografia, Gramática e principalmente Biologia e Química que eram as específicas. Anotava as dúvidas e procurava resolvê-las sempre no dia, já que aprendi da pior forma que UMA única questão pode sim fazer uma enorme diferença Procurei nunca faltar nas revisões de Sábado, ainda mais quando era com o Batoré, e com o Allan, e nas aulas de Redação também de Sábado com o Dirlei, por que eu tinha enormes dificuldade em escrever um bom texto. Nos fins de semana não tinha moleza, até mesmo de domingo tinha que estudar pois as aulas de segunda a tarde faziam com que acumulasse as matérias de Quinta e Sexta. Fiquei um pouco desapontado após meu primeiro simulado já que acertei 61 das 77, eu realmente esperava ter acertado um pouco mais, até pelo tanto que eu já havia estudado, mas não deixei isto me abalar e no segundo simulado o do ENEM acertei 155 das 180 questões e me senti melhor. Mantive a rotina normal de estudos até 10 dias antes da prova FAG, nesses últimos dias fiquei mais tempo ainda no colégio e foquei os estudos em revisar conteúdos e estudar algumas coisas que a FAG e ACAFE têm tendência em cobrar. No dia da prova da FAG eu realmente estava muito nervoso e a Rosecler conversou comigo e me acalmou um pouco, me esforcei ao máximo na prova, saí da sala no último minuto. Poucos dias depois veio a notícia, APROVADO na primeira chamada e no fim de semana seguinte fui fazer a prova da ACAFE, fiz sem muitas pretensões e bem tranquilo e me surpreendi ainda mais pois das 63 questões havia acertado 55. Passei em primeira chamada também na UNIVALI. Queria deixar minha gratidão a TODA equipe ALFA BELTRÃO, que me acolheu muito bem, o pessoal da secretaria, o Mauricyo, a Rosecler, todos os professores sejam do integral e das aulas, pois a ajuda destes foi fundamental e agora é curtir, ou nem tanto, a vida de universitário!!!!!